Os primeiros a escrever sobre felicidade foram os gregos
Talles de Mileto, Sócrates e Platão, que relacionavam a felicidade com o
cuidado do corpo, da mente e da alma, respectivamente. Eu, particularmente,
corroboro essa verdade com a minha experiencia pessoal. Para mim, a felicidade
atravessa todas essas dimensões.
Acho relevante, para o nosso autoconhecimento, fazer uma
distinção entre felicidade, alegria e prazer, por ser comum confundir essas
experiências. PRAZER é um sentimento volátil, externo, que pode ser deflagrado
pela própria pessoa. Exemplo, uma taça de vinho, um banho de mar, uma boa
refeição. Enquanto que, ALEGRIA, é um sentimento externo e menos volátil do que
o prazer. Ligada a uma realização. Já a FELICIDADE é interna,
genuína e influenciada pela sabedoria. Está conectada com o momento presente e
com o sentimento de gratidão pelos aspectos da vida que não são coisas.
A nossa cultura tem muitas “receitas” para a felicidade,
sobretudo, nas coisas mais efêmeras e transitórias. Essas “coisas” nos dão
alegria e momentos de prazer e é legal usufruir de tudo isso. Mas na ausência
desses estímulos, como eu me sinto? Aí aonde está a fissura que irrompe com a
nossa capacidade de sentir contentamento com as preciosidades simples da vida.
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Nesta #sextafeira , proponho que possamos refletir sobre a
felicidade do ponto de vista da nossa vida, neste exato momento. Um momento
diferente e bem desafiador, cujo distanciamento social e os problemas são
aterradores: será que isso minou a minha felicidade? Será que na falta das
conveniências externas, eu consigo sentir contentamento com a minha existência
e apreciar os aspectos mais simples da vida?
A felicidade não é oposta a TRISTEZA. Se uma pessoa não é
feliz, ela está infeliz. Quando estamos tristes, obviamente, não estamos
alegres. E mesmo que não tenhamos motivos para alegria, em alguns momentos,
podemos trabalhar as emoções para tornarem-se positivas, porque a felicidade
está dentro de nós quando conseguimos apreciar a vida em seus movimentos.
Afinal de contas, no despontar de cada dia, lembre-se, você está vivo, então
honre esse privilégio com gratidão e sinta o que é fé(licidade).
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Leacy Almeida – Psicóloga
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