quarta-feira, 22 de julho de 2020

ILUMINE-SE

Em consultório, algumas vezes, eu ouvi o seguinte questionamento sobre felicidade: “Como posso seguir recomendações de estilo de vida, bem-estar, felicidade e emoções positivas, vendo as pessoas de minha família infelizes, doentes e depressivas?” Meu viés profissional segue a linha do estilo de vida no despertar da felicidade e a essa pergunta eu sempre tenho a excelente resposta que se ampara nessa máxima budista: “milhares de velas podem ser acesas de uma única vela”.

A nossa jornada evolutiva é individual, mas, por muitas vezes, nos tornamos estagnados por lealdade aos problemas de família. Isso porque, somos frutos de um sistema familiar que remonta há muitas gerações e vem de bem antes de nossos bisavós até os nossos pais. Segundo as leis de Bert Helinger, o criador das constelações familiares, o caminho percorrido por nossos antepassados através de união de felicidade e, também, de momentos difíceis está contido nas informações que nos compõe. E nós somos, queira ou não, influenciados por estas informações guardadas em nosso inconsciente, através de nossa lealdade familiar, o que leva a repetição de determinados padrões familiares que podem resultar em infelicidade na vida.

O questionamento dos pacientes é pertinente a esse movimento sistêmico de lealdade, cuja repetição é uma forma de honrar aqueles que vieram antes, em seu sofrimento, dessa forma, não se “atrevendo” a fazer diferente daquilo que foi feito anteriormente pelos antepassados. E muitas vezes, esse movimento não é consciente e mesmo que a pessoa queira outra vida, ela não se percebe sendo leal. Contudo, ao tomar consciência dessa dinâmica podemos compreender que ser leal não exclui a nossa responsabilidade em seguir a vida em progresso evolutivo. Embora devamos respeitar o que aconteceu e acontece dentro do sistema familiar - jamais excluir ou negar, pois isso geraria compensações -, devemos amadurecer e seguir com atitudes que possam nos transformar.

Para essa quarta feira sugiro que observemos o contexto de nossa vida e se estamos ou não sendo leais as dinâmicas familiares. Repetindo os padrões negativos e presos a um ciclo vicioso de tristeza, reclamação, escassez ou doença. Que possamos nos dar a chance de continuar seguindo. O autoconhecimento constante nos assegurará clareza. Saiba que o exemplo arrasta e a sua vela acesa poderá acender as demais velas apagadas, a medida em que cada um se permitir se ascender através de você, através do seu espelho. Mas não perca de vista que cada um tem o seu momento e a sua jornada distinta. #acendase #dasériereflexõesprofundas

Leacy Almeida – Psicóloga
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